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Ansiedade Infantil

Atualizado: 14 de mai. de 2020

Semana passada o assunto abordado foi ansiedade, um tema tão falado neste momento em que o mundo parou por conta da Pandemia, vemos um fluxo baixo de pessoas e carros nas ruas, o que é externo parece desacelerar enquanto a mente trabalha em uma velocidade exacerbada, não é verdade? E nossas crianças e suas mentes, como ficam neste momento? Ansiedade não tem idade, estudos realizados no Reino Unido e nos EUA indicam que 4% das crianças entre os 5 e os 16 anos reúnem critérios de diagnóstico para uma perturbação de ansiedade com interferência negativa no seu funcionamento habitual.

É importante lembrar que todos nós temos ansiedade e ela em certa medida pode até nos impulsionar, porém quando passa do limite considerável saudável pode trazer impactos negativos e significativos para todos, podem interferir no desenvolvimento da criança em sua aprendizagem, nas relações e seus vínculos afetivos. Para elas pode ser ainda mais difícil de lidar com a ansiedade, pois nem sempre elas conseguem verbalizar ou até mesmo saber o significado do que estão sentindo.


As causas podem ser hereditárias, pode ser influência de um meio ou ambiente ansioso, o tipo de educação também é um fator relevante, a criança que é superprotegida e não é incentivada a enfrentar seus medos ou frustrações, ou ainda quando a educação é super crítica, quanto os pais pressionam em demasia ou não elogiam os filhos podem ajudar a desenvolver o quadro de ansiedade. Há relação também no desenvolvimento do quadro quando a criança vai para a creche ou escola, ou quando há separação conjulgal dos pais,


A comunicação e o diálogo mais uma vez tem um papel fundamental no tema da ansiedade infantil, os pais ou cuidadores vem na linha de frente, se eles são pessoas ansiosas, possivelmente os filhos também serão! Dar ouvidos e voz para identificar os sentimentos desta criança pode ser um caminho. Entenda os medos, dê nome para cada um deles, veja o que é real, e o que não é. ( eles podem ter medo que os pais morram, de serem assaltados ao sair de casa, parar no farol…) Se mostre presente, passe segurança para seu filho. Cuidado com o conteúdo que ele tem acesso nas tvs e redes sociais, também atenção aos games que são tão reais nos dias de hoje.


Você pode observar seu filho e entender se ele pode ter traços ansiosos se ele tem:


- Dificuldade de dormir. Não quer dormir com medo de perder alguma coisa – “ se eu dormir vai demorar para amanhecer o dia?”

- Preocupação e antecipação dos fatos. Que horas que vai acabar a festa, mesmo que ela nem tenha começado.

- Ser aceito. Será que fulana ou fulano ainda quer ser meu amiguinho?


Muita paciência e muita conversa, a criança tem que ter certeza que o adulto esta cuidando dela, de fechar as portas, de dirigir corretamente o carro...

Com relação aos eventos pode ajudar fazendo uma rotina diária ou um calendário, mostrar que o tempo é assim, trazer a criança no tempo presente, propondo a respiração em um processo para tranquilizar a criança. Quando ela esta ansiosa é uma tentativa de controlar as coisas.


Assistindo um IGTV de uma amiga, achei fantástico o que ela faz com o filhinho de 4 anos, segundo ela, ele é ligado nos 220 W e para conseguir acalmá-lo e colocá-lo para dormir ela faz um exercício de respiração super interessante. Ela coloca ele na cama, passa óleo no corpo dele, ele fecha os olhos e “cheira a florzinha” e depois “ apaga a velinha” . É o exercício da respiração diafragmática, uma das técnicas para diminuir a ansiedade. Para que ele pudesse entender ela usou este método e funciona muito bem! Tenta você também com seu pequeno!


Há 4 tipos de ansiedades mais aparentes nas crianças.


1. Transtorno de ansiedade da separação, a palavra separação já diz tudo, a criança tem dificuldade de estar sozinha, se queixa de sintoma físico, recusa ir a escola, apegada a um único professor, nega a comer, não quer ir dormir na cama dele a noite, sente que algo ruim vai acontecer, isto também pode acontecer em uma eventual separação dos pais.


2.Transtorno de Ansiedade Generalizada – preocupação excessiva e incontrolável , as crianças estão o tempo todo imaginando as coisas, se eu não conseguir e se eu não for capaz, elas precisam de realização constante. Insegurança e perfeccionismo, preocupação diversas, opinião das pessoas a respeito delas, necessitam fazer tudo perfeito, preocupação excessiva com os pets.


3. Ansiedade social, caracterização medo excessivo ou exposto a pessoas estranhas, pensam que as pessoas vão falar mal dela, até 2 anos e meio é normal ter pouco convívio, mas após este período é importante ficar atendo se ela evita falar ao telefone, usar banheiros públicos.


4. Pânico, ataques de pânicos inesperado , medo de algo, sintomas físicos, coração disparado, tremos, ânuses, falar de ar, dor de barriga, medo de morrer, sintomas intensos, sempre em alertas associar lugar , espaço fechado, elevador, carro.


Quero ressaltar que o objetivo aqui é de informação e não de fazer um diagnóstico do seu filho. É importante observar o comportamento dele e se necessário procurar um especialista para ajudá-lo pontualmente.


Espero ter ajudado e que vocês tenham gostado.


Deixe seus comentários, se quiser me siga no instagram, lá tem conteúdos sobre a ansiedade e outros do campo da saúde mental. @fernandaassispsicologa.


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