top of page

Violência Sexual Infantil

Atualizado: 6 de jul. de 2020


Este é um tema muito difícil de lidar,especialmente para a criança abusada e para a família, porém é fundamental que falemos sobre o assunto.

Estima-se que 72% das pessoas estupradas são menores; 18% têm até 5 anos, mostram dados do Ministério da Saúde segundo a Folha de São Paulo de 2019.


Nós adultos devemos sempre estarmos atentos aos sinais, devemos orientar e tomar cuidado para não incentivar mesmo que, despretensiosamente a criança.


Para tanto é preciso orientar para que ela entenda o que está acontecendo, então converse abertamente ( considerando sempre a idade da criança), abra livros, mostre figuras, use linguagens apropriadas para idade delas, incentive o diálogo. Não dê nomes ou direcione: não fale: se o vovô fizer mal ou “se o papai tocar em você”. Explique que se um adulto fizer isso ou aquilo e que se ela se sentir incomodada deve contar imediatamente para outro adulto.


Atenção aos sinais, normalmente a descoberta do ocorrido vem de forma inesperada como: a criança relatar uma frase desconexa sobre sexo na rodinha da creche (“…o pipi do meu pai é grande e machuca…”), ou relatar sua vitimização para alguém que confia.


Fique atento aos sinais e procure ajuda especializada, disque 100.


Segue alguns indicadores,ou seja, alertas para ajudar a identificar o que está ou não acontecendo. Estes indicadores foram extraídos de pesquisas científicas e do site http://www.childhood.org.br

Indicador Comportamental da Criança e do Adolescente

  • Vergonha excessiva;

  • Autoflagelação (machucar-se propositadamente, cortando-se, etc);

  • Comportamento sexual inadequado para sua idade;

  • Regressão a estados de desenvolvimento anterior (adolescente se portar como criança);

  • Tendências suicidas;

  • Fugas constantes de casa;

  • Mostra interesse não usual por assuntos sexuais e usa terminologia inapropriada para a idade;

  • Masturba-se excessivamente;

  • Desenha órgãos genitais além de sua capacidade etária;

  • Alteração de humor – retraída x extrovertida;

  • Resiste a participar de atividade física;

  • Relata avanços sexuais de adultos;

  • Resiste a se desvestir ou a ser desvestida;

  • Resiste a voltar para casa após a aula;

  • Mostra medo de lugares fechados;

  • Tenta mostrar-se “boazinha”;

  • Conduta muita sexualizada.


Indicadores físicos em criança/adolescente

  • Dificuldades de caminhar;

  • Infecções urinárias;

  • Secreções vaginais ou peniana;

  • Baixo controle dos esfincteres ou segurar o cocô;

  • Presença de Doenças Sexualmente Transmissíveis;

  • Enfermidades psicossomáticas (peça ajuda de um psicólogo);

  • Roupas rasgadas ou com manchas de sangue;

  • Dor ou coceira na área genital ou na garganta (amigdalite gonocócica);

  • Dificuldade para fazer xixi ou engolir e mastigar;

  • Odor vaginal ou corrimento.

Atitudes que podem ajudar a criança vitimizada

  1. Acreditar nela;

  2. Não culpá-la jamais;

  3. Mostrar que ela não está só;

  4. Deixar que fale sobre seus sentimentos;

  5. Incentivar a fazer terapia (tirar a ideia de que psicologo é para "louco");

  6. Não criar expectativas que não se sabe se poderão ser cumpridas;

  7. Reforçar atitudes positivas da criança;

  8. Incentivar a autoconfiança;

  9. Dizer o quanto é importante, valiosa e adequada;

  10. Dizer e permitir que seja diferente, respeitando seu jeito de ser;

  11. Explicar que outras crianças ou adolescentes também passaram pelos mesmos percalços;

  12. Explicar a diferença entre sexualidade e o abuso;

  13. Permitir à criança desabafar e reconhecer seus sentimentos frente ao agressor;

  14. Permitir que a criança, ciente de seus direitos, possa participar do processo decisório alusivo à sua segurança (esta especialmente para profissionais da área da violência);

  15. Ensinar a criança estratégias de defesa em situações similares, telefones e locais que podem lhe oferecer proteção;

  16. Valorizar e fortalecer os vínculos sociais e/ou familiares positivos/protetivos;

  17. Deixar que a criança possa falar e/ou fazer perguntas sobre a violência sofrida.

Denuncie

Disque-Denúncia: 0800 643-1407 SOS Criança

Disque 100 – Direitos Humanos

Em nenhum há a necessidade de se identificar. Você pode fazer anonimamente.


Comentários


Post: Blog2_Post

Formulário de inscrição

Obrigado!

©2020 por Andressa Oliveira. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page