Violência Sexual Infantil
- Fernanda Assis

- 3 de jul. de 2020
- 2 min de leitura
Atualizado: 6 de jul. de 2020
Este é um tema muito difícil de lidar,especialmente para a criança abusada e para a família, porém é fundamental que falemos sobre o assunto.
Estima-se que 72% das pessoas estupradas são menores; 18% têm até 5 anos, mostram dados do Ministério da Saúde segundo a Folha de São Paulo de 2019.
Nós adultos devemos sempre estarmos atentos aos sinais, devemos orientar e tomar cuidado para não incentivar mesmo que, despretensiosamente a criança.
Para tanto é preciso orientar para que ela entenda o que está acontecendo, então converse abertamente ( considerando sempre a idade da criança), abra livros, mostre figuras, use linguagens apropriadas para idade delas, incentive o diálogo. Não dê nomes ou direcione: não fale: se o vovô fizer mal ou “se o papai tocar em você”. Explique que se um adulto fizer isso ou aquilo e que se ela se sentir incomodada deve contar imediatamente para outro adulto.
Atenção aos sinais, normalmente a descoberta do ocorrido vem de forma inesperada como: a criança relatar uma frase desconexa sobre sexo na rodinha da creche (“…o pipi do meu pai é grande e machuca…”), ou relatar sua vitimização para alguém que confia.
Fique atento aos sinais e procure ajuda especializada, disque 100.
Segue alguns indicadores,ou seja, alertas para ajudar a identificar o que está ou não acontecendo. Estes indicadores foram extraídos de pesquisas científicas e do site http://www.childhood.org.br
Indicador Comportamental da Criança e do Adolescente
Vergonha excessiva;
Autoflagelação (machucar-se propositadamente, cortando-se, etc);
Comportamento sexual inadequado para sua idade;
Regressão a estados de desenvolvimento anterior (adolescente se portar como criança);
Tendências suicidas;
Fugas constantes de casa;
Mostra interesse não usual por assuntos sexuais e usa terminologia inapropriada para a idade;
Masturba-se excessivamente;
Desenha órgãos genitais além de sua capacidade etária;
Alteração de humor – retraída x extrovertida;
Resiste a participar de atividade física;
Relata avanços sexuais de adultos;
Resiste a se desvestir ou a ser desvestida;
Resiste a voltar para casa após a aula;
Mostra medo de lugares fechados;
Tenta mostrar-se “boazinha”;
Conduta muita sexualizada.
Indicadores físicos em criança/adolescente
Dificuldades de caminhar;
Infecções urinárias;
Secreções vaginais ou peniana;
Baixo controle dos esfincteres ou segurar o cocô;
Presença de Doenças Sexualmente Transmissíveis;
Enfermidades psicossomáticas (peça ajuda de um psicólogo);
Roupas rasgadas ou com manchas de sangue;
Dor ou coceira na área genital ou na garganta (amigdalite gonocócica);
Dificuldade para fazer xixi ou engolir e mastigar;
Odor vaginal ou corrimento.
Atitudes que podem ajudar a criança vitimizada
Acreditar nela;
Não culpá-la jamais;
Mostrar que ela não está só;
Deixar que fale sobre seus sentimentos;
Incentivar a fazer terapia (tirar a ideia de que psicologo é para "louco");
Não criar expectativas que não se sabe se poderão ser cumpridas;
Reforçar atitudes positivas da criança;
Incentivar a autoconfiança;
Dizer o quanto é importante, valiosa e adequada;
Dizer e permitir que seja diferente, respeitando seu jeito de ser;
Explicar que outras crianças ou adolescentes também passaram pelos mesmos percalços;
Explicar a diferença entre sexualidade e o abuso;
Permitir à criança desabafar e reconhecer seus sentimentos frente ao agressor;
Permitir que a criança, ciente de seus direitos, possa participar do processo decisório alusivo à sua segurança (esta especialmente para profissionais da área da violência);
Ensinar a criança estratégias de defesa em situações similares, telefones e locais que podem lhe oferecer proteção;
Valorizar e fortalecer os vínculos sociais e/ou familiares positivos/protetivos;
Deixar que a criança possa falar e/ou fazer perguntas sobre a violência sofrida.
Denuncie
Disque-Denúncia: 0800 643-1407 SOS Criança
Disque 100 – Direitos Humanos
Em nenhum há a necessidade de se identificar. Você pode fazer anonimamente.



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